Dicas de como lidar com a tecnologia que seu filho domina e você mal conhece

Sempre me interessei por tecnologia e videogames, desde muito novo. Desde os tempos do Atari e dos primeiros PC’s. Daí em diante, continuei atuando nessa área, estudando, me atualizando e até mesmo fazendo faculdade e pós-graduação.

Hoje em dia, vejo que muita coisa que tive de aprender com o advento da tecnologia, meu filho utiliza com extrema facilidade. Telas touch, sistemas interativos, mundo virtualizado, tudo o que fui aprendendo com o tempo, adicionando em minha vida, meu filho parece que nasceu com essas habilidades. Por isso não me espanto, quando quer assistir a algum vídeo no momento em que a Internet está off, ele não entender que na TV aberta ou a cabo somos nós que temos de esperar o horário certo de assistir a programação e não ao contrário. Sim, são outros tempos e as crianças de hoje fazem parte de outro processo evolutivo. Elas nasceram inseridas na tecnologia: mídias sociais, Internet, YouTube, smartphones e tablets, tudo isso são uma “extensão de seu corpo”.

Pois é, estamos ficando velhos e nossos filhos, são com certeza, bem mais inteligentes do que éramos na idade deles. Mas então, como nos inserimos nesse meio onde eles dominam, onde a informação está tão intrínseca? Como exercemos nosso papel de pai e mãe? A resposta para isso, pode até parecer simples, mas na prática não é.

Como pais, devemos ter as mesmas preocupações da vida virtual tanto quanto temos da vida real para com os nossos pequenos. Como disse, sempre fui interessado por tecnologia, mas mesmo eu, que me considero conhecedor de muitos recursos nessa área, fico admirado como meu filho lida com coisas que eu, na idade dele, jamais sonharia em lidar e de como ele encara algum “desafio tecnológico” com naturalidade.

Entretanto, sou pai e sendo pai de um pequeno, me preocupo com sua segurança, com suas novas amizades, com o que ele assisti na TV e principalmente nos dispositivos eletrônicos. Aí, o que vale é a nossa experiência como adultos, como pessoas que possuem uma maior dimensão do que é o mundo, pois isso, não importa se os tempos são outros, nossos filhos não possuem ainda a maturidade do discernimento do que é certo ou do que é errado no mundo digital. Eles são como esponjas que absorvem tudo e, cabe a nós servirmos como uma espécie de filtro.

Mas e se o pais não são como eu, que gostam ou se interessam por novas tecnologias, como eles agirão diante de um universo onde seus filhos estão inseridos e eles mal conhecem?

Bem, sempre existem dicas simples que todos nós podemos e devemos seguir para minimizar os riscos da vida digital dos nossos filhos. Lembrando que, não adianta privá-los de utilizar um computador ou assistir filmes no YouTube só porque você não entende de nada disso, o importante é orientá-los a respeito e, sim, buscar aprender um pouco até mesmo com eles, por que não?

1 – ao invés de deixar o computador no quarto do seu filho, mantenha-o em um ambiente comum, como a sala;

2 – oriente seu filho a jamais, em um jogo ou aplicativo, fornecer informações pessoais como seu endereço ou telefone e até mesmo uma foto;

3 – estabeleça sempre um diálogo contínuo e aberto acerca da segurança na Internet, mas procure orientar e não impor uma regra. É importante para que eles entendam que isso é para o seu próprio bem e não uma mera obrigação.

4 – redes sociais são para adolescentes e adultos e não para crianças menores, afinal eles podem ver as fotos e vídeos que compartilhamos nas nossas redes, não é mesmo? Eles necessitam ter isso mesmo?;

5 – se tiver domínio sobre programas, instale algum de controle parental (ou peça ajuda a alguém para fazer isso). Esses programas auxiliam o controle dos pais pois podem regular horário de acesso a Internet, bloquear determinados sites.

6 – você pode criar uma lista de sites destinados para a idade de seu filho, adicionando-os a uma pasta dos favoritos;

7 – não deixe seu filho o dia inteiro na frente do computador, estabeleça um limite e sugira a ele outras atividades onde vocês possam participar juntos;

8 – pergunte a seu filho sobre os “amigos virtuais”, sobre o que ele está fazendo ou assistindo, assim como na vida real;

9 – procure aprender com seu filho, aprenda o que ele gosta de fazer no computador ou smartphone. Sempre quando possível, acompanhe-o, assistindo um vídeo ou jogando com ele;

10 – ensine a ele a ter prudência, parece estranho, mas como a curiosidade pode ser grande, mostre a ele que muitas coisas podem parecer legais mas não são, mostre que ele deve perguntar a você sempre que tiver alguma dúvida.

Além disso, existem dicas mais técnicas, recursos e configurações nos computadores que podemos utilizar, mas nada irá substituir a necessidade de atenção que temos para com eles. Menores, pré ou já adolescentes, nossos filhos merecem e necessitam de atenção, somos nós, os pais, que detemos de maior experiência do mundo, somos nós os responsáveis por eles e não qualquer recurso tecnológico. E essa atenção, esse cuidado jamais mudará não importa a geração a qual nos encontramos. “Informação não é conhecimento”, Albert Einstein.

Comente aí como você encara esse desafio da tecnologia junto as crianças!

Filipe César

Fã de tecnologia, jogos (principalmente Fifa), filmes e séries. Com pós em Mídias Digitais e EAD. Criou o CoisasTech pelo desejo de compartilhar informações que lhe interessa com outras pessoas.

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